Os queijos de origem italiana fazem sucesso em todo o mundo. Um dos alimentos mais importantes do país da bota, os queijos lá produzidos recebem atenção especial em seu tratamento – da ordenha até sua chegada às mesas. Anualmente, a Itália produz mais de 900 mil toneladas de queijo, entre uma centena de diferentes tipos. Saborosíssimos, perfumados e com texturas diversas, os queijos italianos vão muito além dos famosos mussarela, parmesão, provolone e gorgonzola (que, é claro, não devem ficar de fora de sua seleção).

A Menu Festval selecionou queijos italianos que merecem ser descobertos pelo seu paladar, devidamente harmonizados com vinhos disponíveis em todas as adegas das lojas Festval. Para receber os amigos, a família ou para um encontro a dois, esse é o roteiro perfeito de uma noite de queijos e vinhos para um bom anfitrião. Para compor a mesa, aposte ainda nos queijos tradicionais já citados, além de pães, patês, frutas, frios e até mesmo caldos leves.

Grana Padano

Produzido no norte da Itália, é um grande concorrente do conhecido parmesão. Sua fabricação também se dá com o leite de vaca cru, mas ele fica com uma textura granulada e quebradiça. Essa variedade procede do vale Pianura Padana, atravessado pelo Rio Pó, um dos principais rios italianos. Seu prazo mínimo de maturação é de 12 meses e, quanto maior a maturação, maior também é o seu valor.

Sugestão de harmonização: Malaspina Chianti Classico Riserva

“Devemos sempre observar a intensidade do queijo a ser harmonizado para acertar na escolha do vinho. Um Grana Padano mais jovem, menos maturado, fica melhor com algo mais leve e de boa acidez, como um Prosecco Brut ou Extra Dry. Já um Grana Padano Riserva, com longa maturação, fica uma delícia com um Vinsanto, um vinho de sabor mais intenso e com uma doçura leve no fundo. Por via das dúvidas, uma sugestão curinga é, ainda nos italianos, o Chianti. O fantástico Malaspina Chianti Classico Riserva, feito a partir de 95% de Sangiovese e 5% de Merlot, tem a estrutura ideal para acompanhar queijos duros e intensos. A acidez marcante desse vinho abraça a gordura do queijo e o resultado é muito satisfatório.”

Por Felipe Bachtchen, sommelier da loja Festval Água Verde.

Pecorino Romano

Provavelmente o queijo italiano mais antigo, com mais de dois mil anos de história, é natural da região de Lazio, na parte central da Itália, procedendo também da ilha da Sardenha. O leite de ovelha, seu principal ingrediente, é determinante para deixar o queijo com sabor mais intenso e levemente picante. Seu tempo de maturação é de, pelo menos, cinco meses.

Sugestão de harmonização: Sordo Barbera D’Alba

“Além de observar a intensidade, nesse caso, devemos tomar cuidado com o sal. O Pecorino Romano não apenas é um queijo de forte sabor e com algumas notas picantes, mas, também, é um queijo que, quando bem envelhecido, tem o sabor salgado mais acentuado. Vinhos com taninos mais duros e marcantes têm mais dificuldade de encontrar harmonia com esse queijo. Damos, então, preferência a vinhos encorpados, com taninos mais macios e acidez presente. A sugestão aqui é o piemontês Sordo Barbera D’Alba, um vinho extraordinário que acompanha muito bem a nota picante do queijo em questão sem que o sal realce o amargor ou o tanino. De qualquer maneira, a ideia é conhecer bem o queijo que será servido, pois, de produtor para produtor, mesmo a nota salgada pode variar e permitir que vinhos mais tânicos entrem na brincadeira”, sugere Felipe.

Caciocavallo

Originado no sul da Itália, é produzido com leite de vaca e moldado em pequenas bolas. Sua maturação é realizada em água quente e em salmoura fria. Depois de amarrado, é envelhecido por, pelo menos, um mês.

Sugestão de harmonização: Polvanera 14 Primitivo Gioia del Colle

“O sabor desse queijo tem muita semelhança com o conhecido provolone, principalmente em suas notas picantes, que ficam mais evidentes com o envelhecimento. Para um Caciocavallo mais jovem, escolhemos um branco untuoso, com boa acidez, como um Soave. Para um Caciocavallo mais maturado, picante ou defumado, nada melhor que a complexidade de um Primitivo, com suas notas frutadas profundas que contrastam com a presença marcante do queijo. A dica é o orgânico Polvanera 14 Primitivo Gioia del Colle, que possui sabor e aromas superfrutados e taninos elegantes e aveludados. Características incríveis para acompanhar uma versão intensa desse queijo”, finaliza o sommelier.