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Por Anderson Ferreira Júnior, sommelier do Festval Santa Felicidade

A província histórica do Minho, no noroeste de Portugal, faz fronteira com a Espanha e tem esse nome devido ao rio Minho, um importante afluente da região. Esse rio proporciona condições ideais para que as uvas lá cultivadas atinjam seu ápice qualitativo. A proximidade da região com o oceano Atlântico também ajuda – e muito – o terroir, favorecendo não apenas a viticultura, como também a agricultura local. O Minho é uma região mundialmente conhecida pela produção de vinhos verdes a partir das uvas Arinto, Loureiro, Trajadura e, principalmente, a Alvarinho. Todas elas dão aos vinhos um estilo leve, refrescante, floral e com ótima acidez, características que acabam por favorecer e destacar a gastronomia da região. A harmonização perfeita e sofisticada se dá com saladas, peixes, mariscos, carnes de aves, pratos típicos portugueses de regiões próximas ao Atlântico e pratos da culinária oriental, como sushis e sashimis.

Entendendo os vinhos verdes

Apesar do nome que recebem, esses vinhos não são exatamente verdes na coloração. São vinhos com estilos variados, podendo ser brancos, rosados, tintos e até mesmo espumantes. Assim, a denominação “verde” diz mais respeito ao local onde são produzidos e à maturação das uvas do que à cor. Esses vinhos vêm exclusivamente do noroeste de Portugal e nenhum outro lugar do mundo é capaz de produzi-los, em função da especificidade geográfica da região. Ou seja, exemplos perfeitos do poder do “efeito terroir”.

Elaborados a partir de castas produzidas na região, de modo geral, são vinhos leves, com uma frescura vibrante e notas frutadas e florais. Pode-se dizer que essas qualidades gustativas e aromáticas marcantes estão na maioria dos vinhos verdes.

Além do DOC (Denominação de Origem Controlada) Vinho Verde, a região dá origem a vinhos rotulados sob o título IGP, cujas leis são mais flexíveis e permitem aos produtores ampliarem seus portfólios.

Tenho o Minho como o mais belo local nortenho, onde a natureza, a gastronomia e o vinho são os melhores aliados. Os solos altamente prolíferos para a cultura, as chuvas carregadas pelos ventos do oceano e o rio que serve como fonte vital para a região colaboram para um perfeito rendimento das uvas e adicionam um caráter absolutamente único aos vinhos vindos de lá. Enfim, uma região onde a natureza e a cultura se encontram e se combinam, em perfeita harmonia

Sugestões do sommelier
Confira alguns rótulos de vinhos da região do Minho disponíveis nas adegas de todas as lojas Festval.

 

 

Quinta da Lixa Escolha – Alvarinho, Loureiro, Trajadura
Obtido a partir de algumas das mais nobres castas da região dos vinhos verdes (Alvarinho, Loureiro e Trajadura), é um vinho produzido e vinificado na propriedade que lhe dá o nome. Levemente gaseificado, é refrescante, com nuances de frutas tropicais e caráter floral, além de ter um aspecto brilhante e cor citrina, com final seco e persistente.

 

 

 

 

 

 

 

Quinta da Lixa Aromas das Castas – Alvarinho & Trajadura
A casta Alvarinho traz aromas de fruta cítrica/laranja enquanto a casta Trajadura traz aroma de pera. Perfeita combinação de duas das mais nobres castas da região dos vinhos verdes, esse vinho é bem estruturado e com boa persistência, sendo um dos mais gastronômicos da linha.

 

 

 

 

 

 

 

Quinta da Lixa – Touriga Nacional
Tida por muitos como a casta mais nobre entre as tintas de Portugal, a Touriga Nacional produziu esse vinho com cor vermelha intensa, aroma de fruta vermelha madura e notas de morango e groselha. Bem equilibrado na boca e com boa acidez, é um vinho volumoso e envolvente.

 

 

 

 

 

 

 

Quinta da Lixa Pouco Comum – Alvarinho
Da mais nobre e conhecida casta portuguesa, foi produzido esse vinho, em um ano de excepcional qualidade. Tem aroma intenso, elegante e muito atrativo, com notas florais e frutadas, boa acidez e untuosidade e ótima persistência. Também é um dos mais gastronômicos da linha.